domingo, 2 de agosto de 2020

ANGOLA NA CORRIDA POR CRIPTOMOEDAS

Por FERREIRA MANUEL
O continente africano apresenta altas taxas de crescimento relativas a transação de criptomoedas, embora não seja um assunto tão mediatizado a nível interno.
Segundo o sítio Cointelegraph, de Janeiro a Junho de 2020, a criptoeconomia africana registou um crescimento de 29% de usuários na Nigéria e um crescimento de 25,3% no volume de negócios; no mesmo período, na África do Sul, observou-se um crescimento de cerca de 15,6% nos usuários e 11% no volume de negócios; no Uganda, 13,9% de crescimento em usuários e 33% em volumes, e  em Angola verificou-se um crescimento de 28,4% em utilizadores e 51% em volumes.
No entanto, alerta o sítio, devemos contextualizar estes números, pois os volumes reais de comércio são mais altos na Nigéria e na África do Sul. Apesar da variação percentual em Angola parecer maior, os volumes comerciais não são comparáveis, porque a demanda por criptomoedas em Angola é menor que nos países citados e, diferente destes países, em Angola não há nenhuma exchange nacional, havendo apenas os serviços internacionais da Coinbase e da Kubitx. Por outro, as operações com cartões de crédito para a compra de Bitcoins também são proibidas, segundo Amadeu Alexandre, da Kubitx.
Actualmente, segundo o sítio acima citado, a Nigéria possui o maior volume de transações, concentrando 68,4% de todo o Bitcoin negociado no continente. Países como África do Sul, Uganda e Angola também estão na corrida da expansão dos seus mercados cripto, cada um deles enfrentado entraves próprio para a adopção do novo sistema financeiro. No caso de Angola, as legislações em vigor, o cepticismo e o pouco conhecimento sobre as criptomoedas estão entre os principais entraves.

3 comentários:

  1. Está deveras é a nossa realidade triste e nua!! Quo vadis Angola Yetu!!!

    ResponderEliminar
  2. Realmente é muito dificil conseguir criptomoédas em Angola...
    Estou a tentar á semanas e nada

    ResponderEliminar