sábado, 14 de setembro de 2019

TPA DIABOLIZA AS CRIPTOMOEDAS EM ANGOLA


Anteontem, a reportagem do jornalista Ernesto Bartolomeu na Televisão Pública de Angola confundiu a compreensão das criptomoedas em Angola. A peça noticiosa da TPA mostrou equipamentos de mineração da moeda digital chamada BITCOIN em Cacuaco, Luanda. As autoridades do INACOM e do SIC que se pronunciaram sobre este facto foram todas unânimes em condenar este tipo de prática por esta moeda electrónica não estar autorizada pelas autoridades angolanas. Até aqui, tudo bem.
O problema ocorreu quando a matéria jornalística tentou definir a moeda Bitcoin, pois deu a entender que todas as criptomoedas eram ilegais. A TPA não consultou peritos de criptomoedas.
Ora, é um erro jornalístico criminalizar toda a moeda digital porque todas não são ilegais. É o caso da criptomoeda designada ONECOIN autorizada legalmente pelas autoridades reguladoras da Europa e do Banco Central europeu.
O Jornal de Angola destacou no dia 26 de Julho do corrente ano uma matéria sobre o fenómeno das criptomoedas. A meu ver, Osvaldo Gonçalves (jornalista que assinou a peça) tinha igualmente levantado mais poeira do que luzes sobre o assunto.

sábado, 27 de julho de 2019

JORNAL DE ANGOLA versus CRIPTOMOEDAS

O Jornal de Angola destacou ontem uma matéria sobre o fenómeno ds criptomoedas. Por esta via, Angola começa a ouvir falar de dinheiro digital.
A meu ver, Osvaldo Gonçalves (jornalista que assinou a peça) levantou mais poeira do que luzes sobre o assunto. A volatilidade e as inseguranças descritas sobre o dinheiro digital foram acentuadas num contexto angolano que requereria mais esclarecimentos.
Ora, o poder real das criptomoedas reside na usabilidade segundo a velha lei mercadológica de procura e oferta. O ouro, petróleo e o Estado não são garantias nem fundos seguros desse tipo de dinheiro.
Por outro, as moedas digitais sérias estão a ser legalizadas no Japão, Europa e nos EUA. E tudo aponta no sentido da criptomoeda vir a ser o novo padrão de dinheiro soberano. A Venezuela e a República das Ilhas Marshall já criaram o Petro e o SOV respectivamente como dinheiro fiduciário.
A incorporação da tecnologia de blockchain, do KYC  e de normas de compliance neste novo sistema financeiro está a robustecer a segurança e transparência nos negócios e transações de moedas, evitando assim eventuais práticas criminais.
O Jornal de Angola (JA) acusa suas fontes em Angola de mutismo absoluto sobre o assunto. Estranho. As criptomoedas não são de facto populares em Angola. Mas, em Luanda, há já significativo número de espertos em criptomoedas. Há inclusive cursos universitários de especialidade em tecnologia de blockchain e criptomoedas. Neste nosso espaço, já apresentámos algumas start up oficiais desse segmento a operar em Luanda. O próprio BNA tem quadros especializados em tecnologia de blockchain e criptomoedas. Todas essas entidades não quiseram falar ao JA? Estranho. Mas valeu a iniciativa do JA. Espero que mais angolanos possam falar do assunto na próxima matéria do JA.

CRIPTOMOEDAS SOBERANAS

Tudo faz crer que a criptomoeda venha a ser adoptada como padrão de dinheiro soberano. Alguns países já avançaram nesse sentido. É o caso da Petros da Venezuela e agora o de SOV da República das Ilhas Marshall.
Hoje há um aumento significativo da visibilidade e reconhecimento do potencial das criptomoedas. O anúncio da Libra do Facebook terá contribuído grandemente nisso.
Hoje é impossível ignorar o potencial da expansão da Bitcoin e das suas sucedâneas como forma de dinheiro, não obstante subsistir receios quanto à adopção massiva dessa moeda por não ter qualquer reconhecimento oficial das autoridades.
Desde a crise de 2008, a estabilidade financeira não está garantida. O banco central da China, da Europa e dos Estados Unidos, às vezes, desvalorizam suas moedas fiduciárias visando escopos mercantis internacionais, o que tem deixado os contribuintes e investidores inseguros e nervosos. Estas situações de inflações sistémicas farão com que muitas pessoas invistam nas moedas digitais para reduzir a vulnerabilidade dos seus recursos financeiros.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A LIBRA E O BOOM DAS MOEDAS VIRTUAIS


Noto ultimamente uma ploriferação na criação de moedas electrónicas. Mais gente domina a tecnologia de blockchain, mais moedas digitais são inventadas. As iniciativas são de grandes e pequenas empresas, não ficando de parte muitos governos e pessoas singulares. O caso mais falado actualmente é o da Libra do Facebook.
Não tarda, o mercado ficará saturado desta febre viral de criptomoedas. Prevalecerão apenas as moedas com valor e estratégias fortes baseados na sustentabilidade da usabilidade real de tal dinheiro no mundo e na resistência à censura das autoridades reguladoras como os bancos centrais. A Bitcoin está na vanguarda por ser a “moeda mãe”, a Onecoin está na fase final do teste das autoridades reguladoras e a anunciada Libra é ainda uma miragem, mas, com os seus mais de 2 mil milhões de utilizadores do FB, pode vir a ser a tal “moeda universal” como promete o seu progenitor, Mark Zuckerberg.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

ONECOIN NA PRAÇA DAS CRIPTOMOEDAS

Os mercados de moedas digitais estão aquecidos. A moeda mãe,Bitcoin, está a ser comprada a quase 8.500.00 dolares americanos. Ocasião oportuna para a Onecoin entrar no mercado global das criptomoedas com a sua casa de câmbio.  E, pelo que nos consta, não falta muito para isso acontecer. 
Entretanto, observa-se uma espécie de guerra de eventos de DealShaker (supermercado online da Onelife) nestes meses.
Entre nós em Angola, o Dr. Joaquim Amândio desdobra-se incansavelmente em palestras e formação de angolanos em todas as províncias. E, não tarda, haverá também um magno evento da Onelife em Luanda. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

AS CRIPTOMOEDAS SÃO IRREVERSÍVEIS NO MUNDO HODIERNO


Muitos países estão já a “digitalizar” as suas moedas fiduciárias. É o caso da Venezuela com a sua nova moeda virtual chamada Petro, não obstante o “embargo” de Trump sobre uso deste dinheiro nos EUA. O Irão, a Ucrânia, a Suécia e Austrália estão já na vanguarda de criptomoedas nacionais. E parece que o efeito será de “bola de neve” para outros países dentro de três anos. É que, para os entendidos em finanças, o uso de criptomoedas nacionais é muito eficaz em situações de crise financeira nacional ou mundial porque seu valor não depende do valor do ouro ou petróleo nos mercados internacionais.
Segundo o Portaldobitcoin, 70% dos 63 Bancos Centrais do ocidente e oriente estão há dois anos a trabalhar nos melhores conceitos e práticas da indústria criptográfica para uso de moedas digitais nestes bancos em reservas internacionais, pagamentos internacionais e interbancários. A falta de regulamentação legal segura e definitiva já está ultrapassada em 34% destes bancos.
Segundo peritos da ICOBox, o ano de 2019 será mais calmo nos mercados de criptomoedas, depois das intenpéries e incertezas do passado ano. Segundo ainda esta perspectiva da ICOBox publicada no portadobiticoin, os ICOs serão menos atractivos e substituidos pelos Security Tokens Offerings (STOs).
Lembrar que, em Angola, o BAI já faz circular o E-kwanza como criptomoeda há dois anos, embora não seja uma moeda soberana.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

2019, O ADVENTO DA EXTINÇÃO DO DINHEIRO FÍSICO!


O Euro fez ontem 20 anos de existência. Segundo a EuroNews, Alemanha e Itália são os países europeus com mais uso de dinheiro físico. A Suécia é o país que menos dinheiro sonante usa. E tenciona banir o uso de dinheiro em papel em 2030.
O senhor Satoshi Nakomoto e a senhora Ruja Ignatova (na foto) tiveram grande visão ao criarem a moeda digital Bitcoin (em 2009) e a Onecoin (2014), pois o dinheiro físico vai já entrar em desuso e suas moedas electrónicas estarão em vantagem ao competirem com as futuras moedas digitais soberanas por serem globais e com maior usabilidade nos mercados financeiros do mundo.