Anteontem, a reportagem do jornalista Ernesto Bartolomeu na Televisão
Pública de Angola confundiu a compreensão das criptomoedas em Angola. A peça
noticiosa da TPA mostrou equipamentos de mineração da moeda digital chamada
BITCOIN em Cacuaco, Luanda. As autoridades do INACOM e do SIC que se
pronunciaram sobre este facto foram todas unânimes em condenar este tipo de
prática por esta moeda electrónica não estar autorizada pelas autoridades
angolanas. Até aqui, tudo bem.
O problema ocorreu quando a matéria jornalística tentou definir a moeda
Bitcoin, pois deu a entender que todas as criptomoedas eram ilegais. A TPA não
consultou peritos de criptomoedas.
Ora, é um erro jornalístico criminalizar toda a moeda digital porque todas não
são ilegais. É o caso da criptomoeda designada ONECOIN autorizada legalmente
pelas autoridades reguladoras da Europa e do Banco Central europeu.
O Jornal de Angola destacou no dia 26 de Julho do corrente ano uma matéria
sobre o fenómeno das criptomoedas. A meu ver, Osvaldo Gonçalves (jornalista que
assinou a peça) tinha igualmente levantado mais poeira do que luzes sobre o
assunto.

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