sábado, 27 de julho de 2019

JORNAL DE ANGOLA versus CRIPTOMOEDAS

O Jornal de Angola destacou ontem uma matéria sobre o fenómeno ds criptomoedas. Por esta via, Angola começa a ouvir falar de dinheiro digital.
A meu ver, Osvaldo Gonçalves (jornalista que assinou a peça) levantou mais poeira do que luzes sobre o assunto. A volatilidade e as inseguranças descritas sobre o dinheiro digital foram acentuadas num contexto angolano que requereria mais esclarecimentos.
Ora, o poder real das criptomoedas reside na usabilidade segundo a velha lei mercadológica de procura e oferta. O ouro, petróleo e o Estado não são garantias nem fundos seguros desse tipo de dinheiro.
Por outro, as moedas digitais sérias estão a ser legalizadas no Japão, Europa e nos EUA. E tudo aponta no sentido da criptomoeda vir a ser o novo padrão de dinheiro soberano. A Venezuela e a República das Ilhas Marshall já criaram o Petro e o SOV respectivamente como dinheiro fiduciário.
A incorporação da tecnologia de blockchain, do KYC  e de normas de compliance neste novo sistema financeiro está a robustecer a segurança e transparência nos negócios e transações de moedas, evitando assim eventuais práticas criminais.
O Jornal de Angola (JA) acusa suas fontes em Angola de mutismo absoluto sobre o assunto. Estranho. As criptomoedas não são de facto populares em Angola. Mas, em Luanda, há já significativo número de espertos em criptomoedas. Há inclusive cursos universitários de especialidade em tecnologia de blockchain e criptomoedas. Neste nosso espaço, já apresentámos algumas start up oficiais desse segmento a operar em Luanda. O próprio BNA tem quadros especializados em tecnologia de blockchain e criptomoedas. Todas essas entidades não quiseram falar ao JA? Estranho. Mas valeu a iniciativa do JA. Espero que mais angolanos possam falar do assunto na próxima matéria do JA.

Sem comentários:

Enviar um comentário